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Com fortes dores e dificuldade para movimentar os braços, vítima de acidente teme perder um dos membros 

Morando de aluguel, com um filho de seis anos, e sem poder trabalhar, o mototaxista Nelson Camillo dos Santos, 46, teve o benefício negado do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) rejeitado por um perito da Previdência Social em Jacarezinho. Indignado com a atual situação, o mototaxista revela que vive um verdadeiro filme de terror desde o seu acidente em 30 de março de 2014, quando que fraturou seus dois braços e a costela. 
Santos denuncia que as cirurgias ortopédicas para corrigir as fraturas dos seus dois braços não foram bem sucedidas, e um ano depois da operação seus ossos continuam fora do lugar. E pior, com pinos quebrados e soltos prejudicando ossos e a musculatura do antebraço. 
O motaxista mostra os exames de raio-X que revelam que as cirurgias em seus braços podem não ter corrigido os problemas. Ele garante que nessa situação não tem a mínima condição de trabalhar. 
No braço esquerdo de Santos foram implantados seis pinos, já no braço direito, foram 13 pinos – o que gerou um inchaço no local. Em crise financeira e com dores constantes, o mototaxista prevê que será despejado da casa onde mora, pois, está há quatro meses sem pagar o aluguel. “Eu só quero voltar a ter uma vida normal”. 

Entenda o caso

O acidente com Nelson Santos ocorreu no dia 30 de março de 2014 no Parque de Exposições Alício Dias do Reis, durante a realização da 42ª Exposição Feira Agropecuária e Industrial do Norte Pioneiro (Efapi). A vítima estava trabalhando durante a feira e, na colisão com um veículo, o passageiro teria sido arremessado no asfalto e o mototaxista foi arrastado. 

Demora na cirurgia 
Uma semana após o acidente, o mototaxista Nelson Santos ainda seguia internado aguardando pelas cirurgias ortopédicas no Hospital Regional do Norte Pioneiro. Durante esse tempo ele foi mantido sentado e à base de forte medicação. Depois de muito esperar, o paciente conseguiu que a operação fosse realizada. 
Três meses depois, ainda sentindo fortes dores, Santos foi autorizado a retirar o gesso e fazer fisioterapia, porém, ele alega que não conseguia mexer nenhum dos braços. 
A partir daí ele passou a viver novamente mais um drama: ser submetido a outra cirurgia, porque seus braços não haviam recuperado o movimento normal. O mototaxista conseguiu uma nova data em novembro de 2014 para operar, porém foi cancelada por falta de material no Hospital Regional do Norte Pioneiro. 
A cirurgia então foi remarcada novamente, para ontem, 15. Mas a operação mais uma vez foi cancelada por falta de equipamentos. 
“Eu não quero perder o meu braço. Eu preciso criar meu filho. Não sei mais de onde tirar forças para seguir. Já fiquei 30 dias sentindo dores terríveis porque não tinha dinheiro para comprar medicamentos”, disse emocionado. 

Benefício do INSS 

Como se não bastasse todo o drama para conseguir ser operado novamente, depois de um procedimento cirúrgico que não deu certo, o mototaxista teve o benefício da Previdência Social negado. Ele passou por duas avaliações [médica e social] nos dias 25 e 23 de fevereiro. De acordo com a vítima, ele passou por humilhação dentro da perícia. “O perito negou atendimento porque meu filho estava junto. Tive que deixá-lo sozinho na sala de espera”, conta. Após ser avaliado, o laudo apontou que Nelson Camillo dos Santos pode para trabalhar. 
Diante da situação, a advogada Shellen Garcia anunciou que vai entrar com um pedido de amparo social – benefício para pessoas de baixa renda. “Vamos reunir toda documentação necessária para provar que ele está passando por dificuldades. Se o benefício for negado, vamos entrar com uma ação na Justiça Federal pedindo por uma nova perícia com especialista”, disse a advogada. 

Ação contra o Cisnorpi

Para compensar os transtornos que o mototaxista diz estar enfrentando após a cirurgia, ele decidiu processar o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro (Cisnorpi), responsável pela gestão do Hospital Regional do Norte Pioneiro. Segundo o advogado Thiago Hernandes, a intenção é abri uma ação por danos morais, estéticos e lucro cessante. Além disso, o advogado pretende entra ainda com um pedido de uma liminar para que sua cirurgia seja feita com urgência. 

Outro lado 

O diretor clínico do Hospital Regional, Fábio Chaves disse ontem, 15, por telefone que vai analisar os prontuários e conversar com o médico que realizou a cirurgia para só depois emitir uma declaração sobre o assunto.

FONTE: JORNAL TRIBUNA DO VALE

FOTO: ANTONIO PICOLLI

 
Postada no dia 2015-04-16 16:11:04









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