O conhecido golpe do bilhete premiado voltou a fazer mais uma vítima, no início da tarde de quinta-feira, em Santo Antônio da Platina. Uma dona de casa, perdeu R$ 15 mil, depois de ser induzida por duas mulheres a sacar o dinheiro de sua conta, em uma agência bancária. O próprio vigilante do banco onde a vítima do golpe foi sacar o dinheiro percebeu e denunciou o fato às autoridades policiais. A vítima relatou aos policiais que duas mulheres abordaram a mesma e lhe ofereceram um bilhete premiado onde a senhora teria que sacar uma quantia em dinheiro, para receber o prêmio, foi então que vítima foi até o banco e sacou R$ 15.000,00 em dinheiro e entregou para as mulheres na Rua Cel. Joaquim Rodrigues do Prado próximo ao salão paroquial. Após o ato, a dupla de estelionatárias fugiu em um veículo de cor preta. Buscas foram relizadas, mas ninguém foi localizado.
AMBIÇÃO
Como percebe-se, apesar do estelionato ser um dos mais antigos crimes e sua evolução acompanhar as mudanças de costumes da sociedade, a tática é sempre a mesma. Através de promessas miraculosas, os golpistas se aproveitam da ingenuidade das pessoas, ou até mesmo da difícil situação financeira de algumas que vêm na oportunidade uma chance de resolver seus problemas de vida da noite para o dia. Em suma, alimentam a ambição de suas vítimas que acabam se tornando presas fáceis.
Mas como ainda existem pessoas que caem num golpe tão manjado? Para as autoridades, a expectativa de um lucro fácil deve funcionar como um “inibidor” do raciocínio lógico das vítimas. Após perceber que foram logradas, muitas pessoas sentem-se envergonhadas e demoram para registrar o fato na polícia, o que ajuda o estelionatário, dando tempo para que ele deixe a cidade sem ser identificado.
Os golpes que levam a pessoa a perder dinheiro são mais difíceis de serem esclarecidos, pois envolvem bem “fungível”, o dinheiro. Além do mais, a “turnê” dos golpistas é longa e ultrapassa as fronteiras estaduais. Quando percebem a polícia no seu rastro, os estelionatários que atuam no Paraná vão para outro Estado. Eles dão uma pausa por um determinado tempo e depois retornam. É uma estratégia para despistar a polícia.
Desconfie sempre
Muitas pessoas já sentiram na pele ou melhor, no bolso, o quanto machuca ser vítima de um “171”. E o que é pior: apesar dos constantes alertas feitos pela polícia através dos meios de comunicação - rádios e jornais -, o número de pessoas lesadas não diminui, pelo contrário, o número de vítimas de golpes é preocupante.
Os golpistas, invariavelmente, contam com a ganância e ambição das vítimas para completar seus golpes e ganhar dinheiro fácil. Normalmente, a vítima fica "eriçada" na menor possibilidade de obter uma boa quantia de dinheiro e esquece da possibilidade de estar sendo enganada. É recomendado que as pessoas sejam mais cautelosas, não confiar em estranhos e comunicar imediatamente a polícia após qualquer abordagem suspeita são recomendações básicas para quem quer ficar longe de prejuízos.
PRINCIPAIS GOLPES
GOLPE DA RECOMPENSA
O golpista joga no chão um cheque de alto valor ou um documento importante e fica por perto observando. Quando a vítima vai pegar o cheque ou o documento do chão, um dos golpistas aparece para ajudá-lo. O segundo golpista entra em ação como se fosse o dono do cheque e tenta recompensá-los. O estelionatário se identifica como gerente ou proprietário de determinado estabelecimento. Oferece um papel escrito para que o primeiro golpista vá lá e retire sua recompensa. Ele vai e retorna com o presente. Daí, o estelionatário dá outro papel para a vítima e pede para segurar sua bolsa enquanto ela busca a sua recompensa. A vítima acredita e deixa a bolsa, normalmente com dinheiro. Na loja percebe que foi enganada, retorna e não encontra mais os golpistas.
CARTÃO CLONADO
O alvo são cartões de crédito e cartões eletrônicos de contas bancárias. Golpistas costumam colocar um chip nos caixas eletrônicos ou nas portas dos bancos com autoatendimento. Este chip copia os dados do cartão quando a pessoa passa na porta ou quando acessa um caixa eletrônico, clonando-o. Em caso de cartão de crédito, ficam livres para fazer compras em qualquer lugar.
Quando se trata de cartão de conta bancária, é preciso ter cuidado na hora de digitar a senha. Pensando neste tipo de golpe, alguns bancos criaram um código de acesso, além da senha normal de seis dígitos. O cartão pode ser cancelado assim que a pessoa desconfiar que ele foi clonado. Mudanças nas senhas e código de acesso só devem ser feitas na agência do banco, jamais por telefone.
EMPRÉSTIMO
Jamais faça empréstimos por telefone, se o golpista insistir em fechar o negócio pelo telefone então é praticamente certo que se trata de um golpe. Também não faça pagamento antecipado, eles sempre exigem o pagamento de uma “taxa de adesão” para efetuar a transação, só que a pessoa perderá o adiantamento que fez e jamais verá a cor do dinheiro que receberia com empréstimo. Também é recomendado não fechar negócio deste tipo tendo como referência somente anúncios de jornais, normalmente publicados na seção classificados e anunciando dinheiro fácil e juros baixos.
Fonte: Walter Chiusoli