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Pânico, destruição, uma pessoa ferida e 28 fugitivos. Esse é o balanço final da rebelião ocorrida na cadeia pública de Ibaiti. O motim teve início na noite de terça-feira (14) e terminou 12 horas depois, seis delas de muita negociação entre a polícia e os detentos que tomaram a unidade. O Depen (Departamento Penitenciário) e a Polícia Civil ainda contabilizam os prejuízos, mas segundo informações dos organismos de segurança, 30 presos já foram transferidos para a cadeia de Cornélio Procópio e a 37ª Delegacia Regional de Polícia deve ser interditada para reforma.
As chamas e a fuga em massa na unidade provocaram pânico nos moradores, que utilizaram as redes sociais para pedir socorro e mostrar em tempo real a ‘explosão’ da ‘bomba-relógio’ anunciada por autoridades que clamam pela interdição da cadeia construída na década de 1950 para receber 19 presos, mas que matinha 157 homens e mulheres sob custódia antes da rebelião.
A Polícia Militar informou que até o momento apenas dois fugitivos foram recapturados, em Ventania. O delegado Pedro Dini Neto disse que duas viaturas foram destruídas, além do cartório da 37ª DRP e objetos apreendidos durante as investigações. No entanto, segundo ele, a destruição causada pelos presos no imóvel não deve comprometer a conclusão dos inquéritos policiais em andamento.
Explosão esperada
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da subseção local da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Pablo Henrique Rodrigues Blanco Acosta, disse que “a ‘explosão’ na cadeia era esperada e que o pior aconteceu”. Ele lembrou que a OAB e a imprensa cobram insistentemente por providências às autoridades, mas que nada foi feito até agora para solucionar o problema. “A OAB vai continuar nesta luta, mas novamente fica a insatisfação pela inércia e ineficiência do estado, que não toma providência em relação ao caos que se instalou na cadeia de Ibaiti”, assinala o advogado.
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Postada no dia 2018-08-16 06:40:29
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