O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira, 3, as médias de todas as escolas brasileiras – municipais, estaduais e particulares – conseguidas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ano base 2017, calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e das médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) – para as unidades da federação e para o país, e a Prova Brasil – para os municípios. Na região, de 24 municípios pesquisados na área da Educação Municipal, apenas quatro obtiveram média 7 ou acima de 7. O restante ficou na faixa de 6.
A reportagem não conseguiu dados completos da Rede Estadual. O site do Inep ainda estava atualizando as informações, portanto, a classificação desse segmento sairá na próxima edição da Tribuna do Vale. O município melhor classificado na área da Educação Municipal, e que vem repetindo a performance foi Joaquim Távora. Em 2013 e 2015, registrou média 7.3, e em 2017, saltou para 7.7. Quatiguá, que no mesmo período mantinha a média 7, saltou em 2017, para 7.5. Guapirama avançou bem. Em 2017, ficou com 7.1; 2015-6.6 e 2013- 5.7. Ribeirão Claro em 2013 conseguiu 6,7, em 2015, 6,8 e agora bateu na casa dos 7.
Santo Antônio da Platina apresentou uma recuperação diante dos números anteriores. Em 2013, registrou 5.5, em 2015 saltou para 6, e 2017, 6.4. Jacarezinho está oscilando bastante nas notas. Em 2017 conseguiu média de 5.1, menor que em 2013, quando havia registrado com 5.4, e maior que 2015, quando caiu para 4.9.
Abatiá- 2017- 5.9; 2015- 5.5; 2013- 5.0
Andirá, em 2017 – 6.4, 2015 – 6.3; 2013 -5.5.
Arapoti- 2017 – 6.6; 2015- 6.4; 2017-5.7
Barra do Jacaré – 2017 – 5.9; 2015 -6.3; 2013 -4.3.
Carlópolis- 2017- 6.4; 2015- 6.4; 2013- 6.2
Cambará- 2017-5.5; 2015- 5.0; 2013- 4.8
Curiúva- 2017- 5.6; 2015- 5.7; e em 2013-5.6
Figueira- 2017- 5.9; 2015- 5.5; 2013- 5.5.
Ibaiti- 2017-5.8; 2015-5.7; 2013- 5.6
Jaboti- 2017- 5.7; 2015-6.1; 2013 -5.4
Japira- 2017- 5.7; 2015- 5.8; 2013- 5.4
Jundiaí do Sul – 2017- 6.4; 2015- 6.1, 2013- 5.2
Pinhalão – 2017-5.3; 2015- 5.9; 2013-5.4
Ribeirão do Pinhal- 2017- 6.7; 2015- 5.8; 2013- 6.0.
Santana do Itararé- 2017- 6, 2015- 5.4; 2013 – 5.6
Siqueira Campos- 2017- 6.7; 2015- 6.6- 2013- 6.1
Tomazina- 2017- 5.6; 2015-5.3; 2013- 5.2
Wenceslau Braz – 2017- 6.4; 2015- 5.6- 2013-6.0.
IDEB
O Ideb agrega ao enfoque pedagógico dos resultados das avaliações em larga escala do Inep a possibilidade de resultados sintéticos, facilmente assimiláveis, e que permitem traçar metas de qualidade educacional para os sistemas. O índice varia de zero a 10 e a combinação entre fluxo e aprendizagem tem o mérito de equilibrar as duas dimensões: se um sistema de ensino retiver seus alunos para obter resultados de melhor qualidade no Saeb ou Prova Brasil, o fator fluxo será alterado, indicando a necessidade de melhoria do sistema. Se, ao contrário, o sistema apressar a aprovação do aluno sem qualidade, o resultado das avaliações indicará igualmente a necessidade de melhoria do sistema.
O Ideb também é importante por ser condutor de política pública em prol da qualidade da educação. É a ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para a educação básica, que tem estabelecido, como meta, que em 2022 o Ideb do Brasil seja 6,0 – média que corresponde a um sistema educacional de qualidade comparável a dos países desenvolvidos.
Gladys Santoro.