Um acidente ocorrido por volta das 15 horas desta quinta-feira (6), em via rural conhecida como Estrada Sul Mineira, a cinco quilômetros do perímetro urbano de Pinhalão causou a morte de um andarilho que estaria sendo levado para um abrigo na cidade de Ibaiti. A identidade do homem não foi revelada pelas autoridades porque ele não possuía documento e estava há pouco tempo na cidade, proveniente, provavelmente de Ourinhos (SP).
Como o andarilho estaria causando problemas na rodoviária de Pinhalão, principalmente ao fazer abordagens tentando obter ajuda, o Departamento de Assistência Social da prefeitura teria decidido removê-lo para um abrigo em Ibaiti, utilizando um veículo do município, que teria sido doado pela Receita Federal e não estaria legalizado.
Talvez isso explique porque o motorista resolveu fazer o trajeto entre Pinhalão e Ibaiti por uma estrada rural ao invés de trafegar pela rodovia PR-272, com trajeto de pouco mais de 20 quilômetros entre as duas cidades. Além do motorista e o andarilho, uma assistente social da prefeitura também estava no veículo.
O delegado de Tomazina, Isaias Fernandes Machado, sede da comarca que tem jurisdição sobre Pinhalão, informou no início da noite desta quinta-feira que será aberto inquérito policial para apurar as circunstâncias envolvendo o acidente. Ele reconhece ser estranho o condutor do veículo trafegar por uma estrada rural enquanto tinha a sua disposição uma rodovia pavimentada em boas condições de trafegabilidade.
Ele informou que o carro foi apreendido para perícia, assinalando ainda que tanto o condutor como a assistente social do município não foram ouvidos ainda porque estavam sendo medicados no hospital da cidade. O corpo da vítima foi encaminhado ao IML de Jacarezinho para perícia e possível identificação.
Pessoas residentes em Pinhalão e que pedem anonimato enviaram mensagens para a redação da Tribuna do Vale informando que o carro não está legalizado e que o condutor, embora habilitado, não poderia estar dirigindo o veículo por não ser sua atribuição. Tanto o motorista como a assistente social foram identificados pelas fontes, mas a reportagem prefere aguardar uma manifestação das autoridades que conduzem as investigações para levar suas identidades a público.