No último sábado, 27, aconteceu o dia “D” para as ações de prevenção aos tipos de câncer que mais atingem as mulheres – mama e colo do útero – dentro da programação especial desenvolvido pelo departamento municipal de saúde para o Outubro Rosa deste ano. O movimento que leva esse nome é lembrado em todo o mundo e remete à cor do laço rosa, que simboliza mundialmente a luta contra o câncer de mama e defende a participação da população, empresas e entidades na prevenção.
Começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro. Posteriormente, com a aprovação do Congresso, outubro se tornou o mês nacional de prevenção do câncer de mama nos EUA e o movimento se espalhou pelo mundo.
No último os postos de saúde Central e da Asa Branca estiveram abertas oferecerendo ao público feminino coleta de preventivo (para colo de útero).
A palestrante foi a psicóloga do município Vanessa Medeiros Parmezan que falou sobre a importância da prevenção e rastreamento do Câncer de Mama e de Colo de Ùtero.
Um delicioso café foi preparado para todas as participantes.
NÚMEROS
Contra o câncer, todo o cuidado é pouco. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o percentual de cura é alto. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama são elevadas, porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.
Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. É relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima desta faixa sua incidência cresce progressivamente – com aumento de sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 houve aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade. A estimativa de novos casos por ano é de 57.120 no Brasil (conforme o INCA, 2014) e o número de mortes anuais chega a 13.345, sendo 120 homens e 13.225 mulheres – segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
Já o câncer do colo do útero é causado pela infecção persistente por alguns tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção genital por este vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que poderão evoluir para o câncer, Estas alterações das células são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido como Papanicolau), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso é importante a realização periódica deste exame. É o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada. Segundo o INCA (2014), a estimativa atual é de 15.590 novos casos por ano no Brasil. Já o número de mortes/ ano é de 5.160 (2011 – SIM).