Um acidente de trabalho terminou em tragédia na tarde desta terça-feira (19), em Joaquim Távora (Norte Pioneiro paranaense). Juliano Goulart, de apenas 20 anos, fazia a manutenção no telhado de um dos galpões da unidade, quando uma das telhas quebrou provocando a queda do trabalhador de uma altura estimada em 10 metros.
Segundo um parente da vítima que também trabalhava no local, Juliano havia terminado o serviço e se preparava para descer da cobertura. Ele teria retirado o equipamento de proteção individual (EPI) utilizado para evitar acidentes, quando ocorreu a fatalidade.
Socorristas do Hospital Lincoln Graça chegaram rapidamente ao local, mas o trabalhador já se encontrava em óbito. O corpo foi recolhido ao Instituto Médico-Legal (IML) de Jacarezinho para exame de necropsia que irá apontar a causa da morte de Juliano Goulart.
O caso será investigado pela 35ª Delegacia Regional de Polícia.
Estatística
As estatísticas sobre mortes em acidentes de trabalho são assustadoras. Somente no Paraná, uma ocorrência é registrada a cada 14 minutos, sendo que nos últimos seis anos 1.286 trabalhadores não voltaram para suas casas.
Segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, o Paraná registrou entre 2012 e 2017 um total de 231.586 Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT), respondendo por 7,65% das ocorrências em todo o país e com uma média de 106 ocorrências por dia. É o quinto estado brasileiro com mais registros, atrás apenas de São Paulo (1.129.260), Minas Gerais (306.606), Rio de Janeiro (239.827) e Rio Grande do Sul (239.806).
No mesmo período, foram 105.133 afastamentos previdenciários decorrentes de acidentes e doenças do trabalho, com custo de R$ 917, 6 milhões para a Previdência Social e perda de 21.115.999 dias de trabalho.
Segundo estimativas globais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), acidentes e doenças de trabalho implicam em perda anual de cerca de 4% do Produto Interno Bruto, o que, no caso do Brasil, equivaleria, em números de 2017, a R$ 264 bilhões.
Fonte:Tanosite.