Na última semana Joaquim Távora registrou um caso suspeito de Dengue e um novo levantamento feito pelo Setor de Epidemiologia para avaliar o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti no município mostrou resultado de 2,3%, é considerado estado de alerta pelos órgãos de Saúde.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, todos os bairros do município foram encontrados focos do mosquito.
“Por mais que a Secretaria de Saúde intensifique as visitas nesses locais, a população deve se conscientizar. Cada um tem que ser responsável pelo seu quintal, sua casa e comércio. São medidas simples, que não requerem gastos e, por isso, não tem porque não fazê-las. Eliminar acúmulo de água evita a reprodução do mosquito e, consequentemente, novos casos de dengue”, adverte a diretora de Saúde, Adalgiza Panichi.
Números
O último boletim divulgado na terça-feira (19) pela Secretaria de Estado da Saúde mostra 226 novos casos autóctones de dengue no Paraná. Na semana passada, a incidência no Estado era de 8,03 casos autóctones por 100 mil habitantes e nesta semana são 10,5 para cada 100 mil habitantes.
No total, eram 896 casos de acordo com o boletim da semana passada e hoje são 1.122 casos, todos contraídos nos próprios municípios de residência. Se forem acrescentados os casos importados, de pessoas que foram contaminadas fora do município de origem, são 1.197 casos de dengue no Paraná.
O número de municípios com casos confirmados da doença subiu de 108 para 116. Na semana passada o boletim apontava 290 cidades com notificações. Nesta semana são 299.
Lupionópolis, Uraí, Itambé e Santa Mariana são considerados municípios em epidemia e Moreira Sales, Rancho Alegre, Santo Antônio do Paraíso, Abatiá, Capanema e Nova Londrina estão em alerta.
Mortes
O último boletim epidemiológico divulgado pela Sesa na terça-feira (19) também confirmou mais duas morte por dengue no Paraná. Os dois óbitos aconteceram entre 3 e 7 de março, em Londrina (17ª Regional de Saúde), área considerada de alta infestação, e estavam sob investigação. São dois homens. Um de 89 anos, sem comorbidades (problemas de saúde) registradas, e outro de 60 anos, com hipertensão arterial. Os dois casos são autóctones, ou seja, as pessoas foram contaminadas no próprio município onde moravam.